Segunda chance

Eu vejo um mundo que não dá pra salvar. Lembro de Noé — Puf! Ok. Lavado.
Agora, comecem novamente.
Não, eu realmente vejo um mundo que não dá pra salvar. Os corações estão vazios de sentimentos sobrando mais espaço para fumaça e álcool. As famílias passam fome, mas sabem disfarçar a dificuldade na legenda do selfie que foi para o instagram.
Os abraços foram trocados por wifi.
A conversa entre família foi trocada pela novela das 8.
As despedidas tornaram-se mais constantes que as subliminares da Jequiti.
Ninguém larga o refrigerante preto.
Ninguém quer saber se tem água parada até sentir febre.
Votam e depois querem depôr.
Proíbem a droga mas inovam a criatividade da propaganda de cigarro— que já matou milhares, mas ironicamente ou não nenhuma morte foi devidamente registrada causada pelo consumo da queima da planta até hoje.
Não defendo ou apoio. Não quero legalizar nada além de consciência.
Mas o que posso esperar de um mundo que para se fazer amor precisa ser feito às escondidas,
enquanto o verdadeiro crime acontece a luz do dia?

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